quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Serviço militar poderá ser obrigatório para mulheres

Um novo plano de defesa nacional poderá tornar o serviço militar obrigatório para as mulheres. Se o projeto elaborado pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégico, Mangabeira Unger, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, for aprovado, mulheres vão ter que se alistar e prestar serviço social durante um período determinado. Segundo os ministros, o plano ajudaria a fortalecer o trabalho social no país, além de diminuir a evasão escolar.
Hoje, existem cerca de 320 mil mulheres nas Forças Armadas, e quase 190 mil estão no Exército. Como elas não podem se alistar, as brasileiras a partir dos 18 anos só podem prestar serviço militar se forem aprovadas em concurso público. A Marinha foi a primeira a incluir mulheres em seu quadro de funcionários, há 28 anos.

Pelo mundo
O novo plano se assemelha a projetos adotados em outros países, entre eles Israel, onde o serviço militar é considerado um dos mais humanitários do mundo.
A presença das mulheres nas forças armadas tem crescido em vários países, mas apenas alguns deles, como Nova Zelândia, Canadá, França, Estados Unidos, Dinamarca, Noruega e Suíça, permitem o sexo feminino em posições de combate. Confira como funciona o serviço militar em certos países:

Alemanha
Até 2000, as mulheres só podiam trabalhar em atividades ligadas à saúde ou nas bandas de música. A Alemanha só começou a aceitar mulheres nas Forças Armadas após pressão judicial, e a constituição alemã proíbe o serviço militar obrigatório para elas
Canadá
As mulheres representam 10% do contingente do país. Pelas leis canadenses, as mulheres podem exercer todas as funções nas Forças Armadas, com exceção do serviço em submarinos
Estados Unidos
O sexo feminino representa 15% do contingente americano. As mulheres podem exercer qualquer função, menos as de infantaria e artilharia. Elas representaram 7% dos militares americanos na Guerra do Golfo. Cerca de 200 mil mulheres trabalham para as Forças Armadas dos Estados Unidos, e mais de 160 mil serviram no Iraque, no Afeganistão e em outros países do Oriente Médio desde 2003
Itália
O país é um dos mais conservadores em relação à participação feminina, e foi apenas em 1999 que o governo permitiu o trabalho voluntário das mulheres em certas funções das Forças Armadas
Portugal
Um dos últimos países a aceitar a participação feminina, Portugal não faz restrições a mulheres em nenhum cargo, inclusive nos de combate

Via

3 comentários:

Ropiva disse...

Acredito que deva ser opcional, e não obrigatório, inclusive para os homens. Mas nossa "democracia" é bem democrática. "Obrigação" de votar, por exemplo. Se for opcional, metade da população nem iria perder tempo... Fuego.
Beijo, Aninha!

Karla Nogueira disse...

Não vejo nenhum problema das mulheres atuarem nas forças armadas, mesmo que em combate. Contudo, o serviço militar, bem como o voto, lembrado pelo Rodrigo, devem ser opcionais.

BLOG DO EDNAN disse...

Eu sinceramente acho que tem coisas mais importante para as mulheres fazerem. Deveriam criar uma lei que aumentasse as mulheres em cargos públicos eleitas por exemplo, seria uma forma de equilibrar a truculência masculina com a sensibilidade feminina nas câmaras de vereadores, no congresso.

Embora já tenha deputado travesti eleito e um monte querendo entrar Mais ele não nasceram com útero, portanto são homens.

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