segunda-feira, 28 de abril de 2008

Seja uma mãe amiga

As mães de antigamente não tinham nenhuma dúvida: o papel delas era agir com rigor, exigir respeito e dar broncas nos filhos. Não passava pela cabeça delas a idéia de ser uma amiga dos filhos.
Os tempos mudaram, a educação se tornou mais liberal e muitas mães passaram a confundir esses dois papéis. “Trata-se de um erro gravíssimo”, alerta a psicóloga clínica Tatiana Vasconcelos Cordeiro. “Não é possível comportar-se como se tivesse a mesma idade do seu filho. Senão, a relação de autoridade fica bastante confusa.”

Confira alguns segredos que vão ajudá-la a encontrar um equilíbrio para ser amiga sem deixar de ser uma mãe presente.

1. Dê asas a ele
Mães muito grudadas geram filhos inseguros. As crianças precisam saber que são capazes e devem ser incentivadas a fazer as coisas sozinhas. Claro, cada idade exige um grau de desafio diferente. Mas cabe aos pais ajudá-los a serem confiantes. “Filhos devem ser criados para se lançar no mundo de forma saudável e serem felizes”, reforça Tatiana. E, se até hoje você os sufocou com seus cuidados, não se desespere: ainda é tempo de mudar. Ninguém nasce sabendo ser mãe, esse é um aprendizado contínuo.

2. Estabeleça limites
As crianças necessitam saber até onde podem ir, ter horários e regras. Com a definição desses limites, você poderá ensinar seu filho a negociar algumas situações. Deixá-lo ir brincar na casa de um amiguinho depois que fizer o dever de casa, por exemplo. Incentivá-lo a fazer escolhas fará com que ele se sinta mais à vontade para debater contigo suas necessidades. Pense nos benefícios que você conquistará deixando que eles expressem seus sentimentos e vontades.

3. Primeiro, seja mãe
Exercer sua autoridade é essencial para que a criança entenda quem é que toma as decisões. E isso faz bem até para o desenvolvimento emocional dos filhos. Por mais amiga que você deseja ser, é necessário que eles tenham claro que, antes de tudo, você é a mãe. Quando esquecemos deste detalhe, nossos filhos sentem-se desprotegidos e perdidos.

4. Cultive o relacionamento
Trata-se de um exercício diário: separe um tempo para conversar com cada um de seus filhos, mesmo que ainda pequenos. Não deixe que a rotina corrida seja um empecilho para isso. Ouvir o que nossos filhos têm a dizer é muito precioso. E esteja receptiva ao que eles falarem — mesmo que as frases não pareçam fazer muito sentido. Demonstre, desde cedo, atenção pelas histórias e medos que eles querem contar.

5. Ganhe a confiança dele
Não espere chegar a tumultuada fase da adolescência para tentar aproximar-se de seus filhos. “A confiança se estabelece desde os primeiros anos da criança”, afirma a psicóloga Tatiana Vasconcelos Cordeiro, de São Paulo. Para isso, é fundamental que os nossos atos estejam de acordo com o nosso discurso. Falar uma coisa e fazer outra gera desconfiança. Se seus filhos não encontrarem em você um referencial de sinceridade e caráter, dificilmente vão querer sua amizade.

Fonte

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