quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Aprenda a distinguir as pintas saudáveis das que podem causar câncer

Em locais estratégicos, as pintas dão um charme a mais. Que o diga Cindy Crawford, alçada à fama por causa do famoso sinal perto de sua boca. Mas, embora quase sempre inofensivas, as pintas podem ser um sinal de câncer de pele - causado, na maioria das vezes, pela exposição sem proteção ao sol. Manchas, pintas, sardas e sinais irregulares, de cores variáveis, muito grandes ou com bordas assimétricas geralmente indicam a presença de um tumor.

A dermatologista Selma Cernea, coordenadora da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que as pintas saudáveis devem ser pequenas e ter uma cor só. Para o dermatologista Alexandre Filippo, também da SBD, examinar o corpo é a melhor forma de perceber alguma transformação nos seus sinais e evitar o avanço da doença.

- O câncer de pele pode ser tudo aquilo que não é normal da pele da pessoa, ou seja, uma pinta que mudou de tamanho, de cor, ou que de repente começou a sangrar sem motivo. Na minha experiência, 90% dos sinais um pouco diferentes acabam não sendo câncer, mas é sempre bom passar por uma avaliação dermatológica assim que perceber algo errado - explica Alexandre Filippo.

De acordo com os médicos, sinais um pouco maiores não são motivo para preocupação exagerada, se eles não tiverem mudado de tamanho.

- Essas pintas ou sinais maiores costumam ser benignos, mas é sempre bom checar com um especialista - diz Selma Cernea.

Tipo de câncer mais freqüente no Brasil - corresponde a 25% dos casos - o tumor de pele costuma aparecer em homens e mulheres acima dos 40, sendo relativamente raro em crianças e negros. O principal vilão é, sem dúvida, o sol, já que os raios ultravioletas o corpo absorve ao longo da vida modifica o DNA das células, que ficam mais predispostas a mutações.

- A proteção contra o câncer deve começar na infância. Existe uma estatística que mostra que 80% dos danos da nossa pele são feitos pelo sol que pegamos até os 20 anos de idade - lembra o médico.

Quem tem a pele clara ou vive no sol precisa ficar atento às transformações na pele e, pelo menos uma vez ao mês, fazer um auto-exame em casa. Visitas periódicas ao dermatologista também são imprescindíveis.

Sinais de alerta

Manchas que coçam de vez em quando, que descamam ou que sangram devem ser avaliadas por um dermatologista. Pintas ou marcas assimétricas, com bordas irregulares ou de cores variáveis - como preto, castanho e avermelhado em uma mesma lesão - também devem ser examinadas. Pintas com mais de seis milímetros de diâmetro (o tamanho de uma borracha na ponta do lápis) podem ser sinal de que ela vai evoluir para um tumor.

De acordo com Alexandre Filippo, não há motivo para se preocupar com sinais 'altos', se eles são assim desde a infância.

- No geral, são as pintas escuras e planas que costumam virar câncer. Não recomendo que a pessoa tire seus sinais só por capricho. Mas, se o paciente tiver muitas pintas, costumo tirar algumas para fazer uma análise e garantir que não há possibilidade dessas marcas evoluírem para a doença - conclui o médico.

Fonte

1 comentários:

Carlos Lima disse...

Ola Aninha, tudo bem? Muito interessante e útil esse seu post e li que justamente em Floripa a incidência é grande, é verdade? Gostei do seu blogue e sempre voltarei aqui para ler as notícias. Bj.

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