segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Substância presente nas frituras pode causar câncer

Pesquisa realizada em universidade holandesa aponta a acrilamida como grande vilã dos tumores no ovário e útero, mas comunidade científica contesta.

Se você é daquelas que adora uma batata frita, uma coxinha, ou um tira gosto bem fritinho, está na hora de pensar em outros itens para sair de vez em quando da sua dieta. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maastrich, na Holanda, aponta um resultado preocupante.

De acordo com a pesquisa, uma substância chamada de acrilamida é apontada como a responsável por dobrar as chances de desenvolver um câncer no ovário ou no útero. A acrilamida está presente nos alimentos depois de fritos, assados e grelhados.

O estudo foi publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention”. Os cientistas holandeses entrevistaram 120 mil pessoas, durante 11 anos. Entre elas, 62 mil eram mulheres. Eles concluíram que as mulheres que consomem mais acrilamida estão no grupo de risco para se adquirir a doença. Mas, como diz no popular, “muita calma nessa hora”, porque a coisa não é tão feia quanto pintaram os holandeses.

Alguns cientistas britânicos rebateram a pesquisa e afirmaram que ainda não há como comprovar se não há outros fatores envolvidos no processo. Portanto, caras leitoras, não é necessário se alarmar, ou entrar em pânico e simplesmente eliminar as batatinhas fritas da dieta.

Primeiramente porque essa é a primeira pesquisa feita nesse âmbito, e ainda não há nada conclusivo encontrado em exames de laboratório que relacione a acrilamida presente na dieta ao aparecimento desse tipo de câncer. E mais: a médica britânica Lesley Walker, da organização Cancer Research UK, disse que não dá para ter certeza de que outras substâncias da dieta normal das pessoas também não estejam colaborando para os casos de câncer.

“As mulheres não devem ficar excessivamente preocupadas com a notícia. Não é fácil separar um componente da dieta de todos os outros quando se estudam as dietas complexas de pessoas comuns”, afirmou a doutora Lesley em entrevista para o jornal “Daily Telegraph”.

Por Giseli Miliozi

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