terça-feira, 6 de novembro de 2007

O QUE FAZER AO BATER O CARRO

Bater o carro sempre é um transtorno. Além do susto, discussão e perda de tempo com "burocracias", o seu carro muitas vezes tem de passar muitos dias parado na oficina. A situação muda um pouco se o veículo estiver coberto pelo seguro, mas isso não significa que você estará livre de gastos. Lembre-se que a franquia sempre sairá do seu bolso. Saiba como agir e os cuidados que deve ter para recuperar os prejuízos em caso de colisão.

Primeiras providências

A primeira e mais importante providência é manter a calma. Não discuta, em hipótese alguma, com o dono do outro veículo -- você pode ser alvo de violência em caso de descontrole emocional. Até por que -- detalhe importante --, não é o bate-boca que vai decidir quem está "certo" ou "errado". Se você tiver o veículo no seguro, o problema passa a ser da seguradora, que vai "brigar" na Justiça para o "culpado" cobrir os prejuízos.

Antes de tudo, sinalize o local do acidente, para evitar atropelamentos ou novas colisões: coloque o triângulo de segurança em local distante e visível e acione a luz de advertência (pisca-alerta) para chamar a atenção dos demais motoristas. Já mais tranqüilo(a) e com a situação sob controle, anote nome e telefone do proprietário do outro carro, assim como a placa, ano, marca e modelo do veículo. Procure trocar cartões para se prevenir contra nome e telefone falsos e para a necessidade de uma posterior negociação. Marque também o nome da rua e o número do imóvel mais próximo ao acidente, prestando atenção à sua localização. Não se esqueça de que vai precisar de testemunhas.

Não havendo vítimas, remova o carro do local da batida e coloque-o em lugar seguro, de modo que não atrapalhe o trânsito. Se o veículo tiver impossibilitado de rodar, ligue para 190 e peça o auxílio de um guincho. Caso haja algum ferido, ligue para o telefone 193 e acione o Corpo de Bombeiros, solicitando atendimento médico. Só preste atendimento de primeiros socorros às vítimas se você tiver conhecimento técnico para isso. Caso contrário, aguarde o Resgate.

Os veículos devem ser mantidos em sua posição. Apenas sinalize devidamente o acidente, de modo a atrapalhar menos possível o trânsito local e aguarde a chegada da Polícia Militar, que irá determinar se é necessário ou não executar uma perícia no local. Desmarque eventuais compromissos e prepare-se para uma eventual espera de algumas longas horas.

Se você tiver o veículo no seguro, acione imediatamente a companhia. A maioria delas tem serviços de atendimento para comunicação de sinistros, acionamento de advogados ou remoção de veículos. O número desse serviço está no cartão da seguradora, que deve ser levado sempre no porta-luvas do carro.

O boletim de ocorrência

O passo seguinte é fazer o Boletim de Ocorrência (B.O), que pode ser registrado nos postos do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) espalhados pela cidade. Para saber o posto mais próximo, disque 190. Nos demais municípios e cidades brasileiras consulte as delegacias de polícia ou os órgãos de policiamento de trânsito vinculados à Polícia Militar.

Não existe um prazo determinado para se fazer o Boletim de Ocorrência. Também não é necessária a presença do dono do outro veículo para providenciar esse documento. Basta apenas apresentar os dados do local do acidente e dos veículos envolvidos no sinistro, além da sua carteira de habilitação e do Certificado de Registro e Licenciamento de seu veículo.

Seguro e franquia

Se o seu veículo tiver seguro com franquia, as conversações tendem a se estender por mais tempo. Lembre-se, a franquia é sempre paga pelo dono do carro e não pela seguradora, por isso os motoristas envolvidos na colisão devem tentar um acordo prévio. Não existe nenhum impedimento legal ou restrição por parte das seguradoras quanto à sua negociação.

E atenção: o pagamento da franquia é sempre feito na oficina, na ocasião da devolução do veículo, depois de concluído o conserto. Exija uma nota fiscal do reparo e um recibo do pagamento da franquia, porque esses documentos lhe servirão de provas no caso de uma eventual ação.

Para entrar com uma ação na justiça

Se o motorista responsável pelo acidente ainda se recusar a pagar a franquia, a parte prejudicada pode entrar com uma ação na Justiça. A queixa pode ser feita nos Fóruns Regionais (o que for mais próximo do local do acidente ou das residências dos proprietários) ou nos Juizados de Pequenas Causas.

Como a franquia envolve um valor relativamente baixo, entre R$ 600,00 e R$ 2.000,00 em média (para veículos importados esse patamar varia entre 4% e 6% do valor do carro), a questão pode ser encaminhada para um Juizado de Pequenas Causas, que tem a vantagem de ter um custo muito baixo e ainda oferecer a assessoria de advogados do Estado. Em ações de até R$ 4.000,00 não há necessidade do acompanhamento por advogados. Acima desse valor até o limite de R$ 8.000,00 é obrigatória a presença de advogado contratado ou do Estado. Não há cobrança de custas processuais.

Para entrar com uma ação desse tipo são exigidas as cópias dos documentos do carro, do Boletim de Ocorrência, da apólice do seguro e, ainda, do recibo de pagamento do conserto e da franquia do veículo emitido pela oficina. Se possível, anexe uma foto do local do acidente (para comprovar a existência de algum tipo de sinalização) e do veículo, destacando a área avariada. A "vítima" pode levar até três testemunhas - elas estão dispensadas em caso de colisão traseira, já que segundo a lei quem bate atrás é sempre culpado.

O processo funciona da seguinte maneira. A "vítima" faz uma petição inicial no Juizado e depois marca o dia do julgamento. Então, o "acusado" é requisitado para comparecer ao tribunal. O prazo previsto para a realização da primeira audiência de conciliação chega a ser de mais de um mês, para dar tempo ao "réu" de preparar a sua defesa. Caso não haja acordo na ocasião é marcada uma nova audiência.

Fonte: Quatro Rodas

7 comentários:

Mystic Horseman disse...

Puxa vida, que transtorno !
A única vez que bati (aliás, que bateram em mim) o seguro pagou tudo, mas o motoqueiro maldito ainda me acionou na justiça. Nem precisei me mexer, a seguradora cuidou de tudo.

Araujo de Aguiar disse...

Não é aconselhável deixar de saber essas coisas na hora da necessidade, ou pior, não saber! Ótimas dicas.

garfi disse...

Se bater o carro num fim de semana, com certeza o que eu não vou fazer é teste do bafômetro. A possibilidade de perder a causa é muito grande, hé, hé. Beijão.

Marcos disse...

boa noite ,
por favor se alguem puder me ajudar agradeço.

Gostaria de saber se tem algum prazo pra entrar na justiça ou nao ,pq me envolvi numa batida e nao recebi nada apenas meu carro destruido pq um imbecil passou o farol vermelho (totalmente bêbado)e ja faz algum tempo.

Mariza disse...

Um motoqueiro bateu na traseira de meu carro, e disse que não assumir os prejuizos.
Depois de ler estas instruções, tenho certeza de queele irá assumir sim o prejuízo.Valeu.

Mundo Macho disse...

Eu sou motoqueiro e bati na traseira deum carro por falta de descuido e tbm ele parou na avenida muito bruscamente nao teve como eu parar. O fato é, quando falei em B.O ele nao quis e so anotou meu telefone é pq ele nao tem carteira de habilitação mas tenho medo q o pai dele q é o dono do carro se passe por ele.. o q devo fazer??

Camila Dantas disse...

Meu namorado estacionou o carro na rua da minha casa, porém meu vizinho bebado e drogado (que nem habilitação tem) bateu e assim que eu o chamei ele disse que podiamos fazer orçamento que ele pagava. só que no dia seguinte levei o orçamento de 300,00 e ele se recusou dizendo que iria pagar somente a metade. o que devemos fazer?????

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